sábado, 21 de agosto de 2010

Olha para baixo




Tem pessoas que são como et´s em nossas vidas, elas são tão alheias à terra e acabam falando línguas estranhas. Elas foram criadas nos mesmos lugares que nós, mas foram abduzidas por seres quadrados e cheios de pensamentos de outros habitantes. A teoria é sempre mais perfeita que a prática. Não quero desmerecer as maravilhosas descobertas que filósofos, cientistas e teólogos nos deixaram, porém o que não dá para aceitar é que elas não estão sendo aplicadas a todos, é uma segregação tão escondida que até os atingidos a apoia. É melhor e bem mais fácil olhar com superficialidade para as coias: um bandido é um bandido, alguém que rouba e só. Ninguém lembra que ele nasceu, na maioria das vezes, indesejado pela mãe e que a psicologia diz que a criança sente isso desde o útero, os por quês e porques que foram calados - diminuindo a sede de conhecimentos, a falta de solidariedade que nos deixa desconfiados com o próximo, da falta de amor que aumenta o ódio e os constantes olhares de desaprovação que tira a auto-estima. E isso se aplica a qualquer classe. Por que não usamos esse conhecimento nesses problemas? Para que aprender se não colocamos em prática?

"Na Antiguidade jamais se concebeu um sistema de costumes separado de um sistema filosófico, ao contrário, toda filosofia tinha como meta a sua aplicação direta e nenhum pensador vangloriava-se em falar e atuar de forma diferente. Ética e Moral, ou antes, a teoria e a prática, eram dois atalhos de um mesmo caminho."

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Em busca...

Não sou crédula
Meu embaiamento foi me conformar demais
(optar pela pequena estrada)
Pois quando estamos perdidos
Entramos em qualquer fresta
A procura de paz.

Desvelou-se tudo dentro de mim
(quando me vi)
Oscilando feito corda de violão.
Não foi tão decisivo assim,
continuo e vou continuar confusa,
mas chega de alienação.

Entro dentro do meu corpo
para decantar o sólido do líquido
(metáforas do temporal e do atemporal respectivamente)
Necessita-se de um extremo esforço. É difícil!
Vejo tudo densificado,
Isso pode durar até à estagnação do passado,
porém não é o bastante para me dissuadir.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O que eu não entendo

O que seria um mundo retrôgado?
Lugar cheio de caudilhos reacionários,
A volta da valorização dos textos antológicos
Ou o tempo em que se cortava as mãos dos larápios?

Nessa conflituante hermenêutica
com espúrios significados empregados pelos grandes
ignoram a reflexão e a semântica
aumentando a terra dos gigantes

O salário mínimo aumenta
e a carestia reina recôndita
o barbudo é o rei da renda
e inimigo da prática ecônomica

A regra é produzir, exportar e comprar
na Amazônia as árvores não param de vicejar
há sempre mais um lugar no cerrado
para se construir um quadrado

Dos frutos salutares
prefirimos os processados
que geram insalubridades
mas mesmo assim são homologados

Se precisar de um hospital
Vá para o Diabo!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Agora eu não consigo encontrar nenhum motivo, nenhum sentido para a vida. Vamos estudar, trabalhar para comer e continuarmos a viver, fazer o bem para que outras pessoas vivam bem também. E quando estiver tudo bem? Será que vamos nos sentir satisfeitos? Acho que não estamos preparados para a perfeição, para a felicidade eterna. Dentro de nós está um caos e assim nada importa. Se tem gente morrendo de fome ou seja lá o quê, nada importa. Só queremos que essa dor no peito passe. Tenho medo de ficar doida ou obessessiva e nunca mais me sentir realizada. Parece que encontramos uma casa e nos apropriamos dela sem a preocupação de descobrir seu proprietário. Às vezes aparecem algumas explicações que não explicam, só distraem. Vamos levando, "empurrando com a barriga", enfeitando e estudando a casa sem entender o que está fora.