quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Você tem inveja
por não ser a única e ser lembrada disso
a cada segundo,
mas por que te lembram?
quem entende esse mundo
de torturas prescritas?

Enquanto aprendes a ler
há milhares de compositores e escritores famosos
trucidando qualquer tipo de egocêntrico.
E por quê?
Sentimentos odiosos!
Só enxergamos o crítico.

De onde surgem?
Para que vieram?
Esqueci, pois o sabia
Se não jamais suportaria viver
sem a esperança de reencontrar o lúmen

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Só é preciso papel e caneta para criamos uma história? Não, é preciso muita imaginação.
A ciência diz-se muito avançada, principalmente na área da reprogenética que está prestes a desvendar o DNA humano. Afirma que poderá modificá-lo e gerar bebês mais habilidosos. E o que isso significa?

Você moldará o seu filho, escolhendo as características que lhe é mais adorada e ele vai ser músico como Mozart, poeta como Camões, atriz como Fernanda Torres e igual a ele terão vários. Será a volta dos que não foram? Seu descendente será uma mistura de sons, imagens e gestos que já existiram, sabendo todas as sinfonias, cada palavra e cada gesto de seus "pais".
Nasceram só para reproduzir, como fazem os cds e fitas. Por que isso? Eu não tenho a resposta e nem entendo esse desejo de ser/ter o outro (inveja? vazio?). Há algo que jamais poderá ser clonado, pois não existe, que é a criação. Onde está a criação? Em que parte do cérebro da célula do núcleo do cromossomo da base nitrogenada ela habita?
Já seii!!!!! Vamos achar o fóssil de Platão, recriá-lo e perguntar onde está o mundo das idéias. ;)

domingo, 19 de setembro de 2010

Preferências alotrópicas

Eu quero um grafite
E não um diamante
Mesmo que achem burrice,
Mesmo que parece irrelevante

O que faria com esse pedra?
Brincar de atrair ladrão?
Ele com tanta sede de tê-la
Como um imã chamando a mão
E tudo isso para quÊ?
Não vejo motivo
Nesse desejo aturdido
De ter só por ter

Com o grafite é diferente
Embora venha da mesma substância
Basta só mais um pedaço de papel ou até uma pedra
E gravamos nossas reflexoes e lembranças
Para sempre! Até que algo o ingira

Vira comida de alguém
Mas o que que tem?
E o diamante?
Nem para isso serve.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Tique-tac -diz o relógio. Chama a atenção e grita para que nós o ignoremos, como quem fala : " olhe ".O que fazer com o tempo? Esta pergunta dura 3 segundos. O que fazer com 3 segundos? É tão insignificante. Você olha para o lado e se apaixona (3 segundos), está correndo e seu coração pára (3 segundos), escuta um gemido e se entristece (3 segundos), vê uma pintura e se emociona (3 segundos), corta o dedo e sente dor (3 segundos), come um docê e sente prazer (3 segundos), leva um susto, ouve um sussurro e desatento leva um murro. Vivemos para ter esses três segundos, seja ele bom ou ruim, vês como somos injustos? Reconheça e mude. Há coisas mais duradouras lá fora.

sábado, 4 de setembro de 2010

A ditadura

Bobagem amigo,
fazer cara feia por nada.
São bobagens, eu repito,
não seja ridículo
com esse olhar tenso sobre a cara fechada.

Chega de perguntar em vão:.
Se Deus existe? EU NÃO SEI
Isto me afeta? Não
Não sou positivista e nem céptica,
apenas quero sossego.

Quando entrar numa crise,
você irá negá-lo
(antes do galo cantar)
terá íra, gula e preguiça
e o culpará.

Até que isso passe e a vida pareça serena,
mas é um descomplicado que se complica e modifica
nos força a esses sentidos de vida:
coisas transcendentais e metafísicas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Estamos ficando ocos, cada vez mais vazios, precisamos comer, beber, tocar os outros, consumir, consumir, gritar e apanhar para nos sentirmos. Só que a culpa disso não é nossa( segundo "os caras") : uns dizem que essas coisas possuem substâncias viciantes e outros que é o demônio tentando a gente. E então nos dopamos. Uma pessoa que não se sente e que se dopa é pleonasmo, não? Qual é o resultado disto? Ou talvez seja essa a intenção, quando começa a dar aquela pontada de dor recorremos logo aos anestésicos. Assim permanecemos ocos, antes ocos do que loucos.