quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Desabafo दे uma longa data



Eu falei, falei, gritei, esperneei
Mandei você para PQP
Me senti leve como um papagaio mudo
Eu deitei no chão e senti o frio da cerâmica amenizando meu corpo cálido
Eu disse algo que clareou minha mente como o raspar de um fósforo
Eu quis chorar e não saiu, como alguém com infecção urinária
Eu injetei chocolate como uma transfusão de sangue por carência de amor-próprio
Ouvi música com medo do silêncio tentando fazer minhas veias vibrarem
Meus pés já enjoados com o sobe desce dos que andam sem rumos arderam de raiva, nem liguei, até que minha péle começou a fugir, aí então, de dor, chorei.

Desentupi-me

Foi-se tudo...

Desde a palavra abafada às músicas ensurdecedoras
Foi tudo tão meu, tão eu, rodeado de ti que nem era você
Oblíquo, nem era pessoal, nem era você
Eu coloquei a culpa no mundo, no governo, na falta de ônibus, na falta de pés de amora, no excesso de concreto, no excesso de barulhos, nas milhares de mulheres bonitas, na distância, na frieza, na velocidade do tempo, na iluminação do sol, na ausência da lua cheia.

Quem liga se a fonte é boa ou ruim quando ela nos fornece prazer?
Sou um cachorro! Uma cadela! Um animal Chorão


Não é dedicada a ninguém, só deu vontade de escreveu isso.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Braseilia

Joelhos dobrados
Nádegas na cadeira
Nada na cabeça
a respirar ares ressecados

Brasília as vezes é um banquinho de praça

Queria ver o vento
para fugir dos que me prejudicam
dos que socam o meu nariz
e despropositadamente o deixa sangrento

Vou acampar no lago
enquanto a seca pertuba-me em casa

Por hora,
fico aqui
contemplo
os espaços
sem preocupar-me com inspirações

Uma nuvem negra salvará nossos dias
dará banho nas plantas
água aos animais
carinhosamente cuidará do pulmão

ter-se-á os castigos
horas presas em casa,
as revoltas e gritos
mas ela passa.