domingo, 13 de maio de 2012

(Im)puro



O braço seu
que me dobra
pelas costas
alerta o calor

que guardo numa bola
arredia
orgânica
no meu interior
Me gira, arrebata meu vazio
já não há frio

Não grito fogo porque não convém
É silencioso
É desvairado
Gostoso!
É simples,

mas é pecado.

Desabafo


Hoje eu só queria saber,só queria saber e saber mais. Ou não ter dúvida nenhuma. Tem que ser assim, não? Com as dúvidas, procuramos nos informar, sem elas, não. Mas às vezes não temos dúvidas, porque nem pensamos sobre o assunto, e enfiam-nas goela abaixo para que nos tornemos seres pensantes. Essas dúvidas cada vez mais vazias de dizer que sei, que entendi. Dúvidas de pensamentos, de poeira, que só incomodam. Preguiça é não ler por 4 horas, é não se enfurnar. Temos que refletir, comece já antes que chegue o último semestre, para colocar no currículo latter que refletiu alguma coisa. Não gosta de pensar, vá trabalhar de empregada doméstica ou de garçonete. Isso não quer dizer que achamos que essas profissões sejam de gente que não pense, imagina!! Não somos preconceituosos, sou muito cabeça aberta no meio acadêmico, só não me venha com Estamira e Carolina de Jesus que já é outro assunto.  Então o fundador de umas das melhores universidade do Brasil, diz no livro Meus índios, minha gente:

"Aprendi com ele, com Anakanpukú e outros índios com quem trabalhei, a apreciar e admirar esses intelectuais iletrados. Eu os conheci, também, entre lavradores e pioneiros pobres, ainda que menos vivazes, porque estão dominados pela ideia de que os saberes pertencem aos doutores.
Intelectual para mim, é, pois, aquele que melhor domina e expressa o saber de seu grupo. Saberes copiosíssimos, como o dos índios, sobre a natureza e sobre o humano, ativados por uma curiosidade acesa de gente que se acha capaz de compreender e explicar tudo. São saberes mais modestos, frutos de uma lusitana tradição oral, vetusta, ou de heranças culturais de ouras matrizes, como a de nossos sertanejos."




E faz-se um memorial com o nome dele. Fim!