terça-feira, 12 de março de 2013

Eu?(!)?






Estou cansada de ser humana
Estou cansada de ser
Cansada de me desconhecer
Cansada de ter de saber de mim

Eu sei que me engano
Sei que fingo ser alguém de vez em quando

Penso em mim
Dentro de mim
E mesmo assim
Não me vejo

E no espelho
Está lá, uma massa que me envolve.


segunda-feira, 11 de março de 2013

Não tenho muito o que dizer, estou cansada de bater na mesma tecla, precisa-se de muito mais que palavras para mudar essa realidade passiva, dependente, é misturar carinho, atenção e pulso firme. Aí sim! Vem o amadurecimento saudável. Alguém se pergunta qual é a função da religião quando frequenta uma? Parece ser algo tão inato, como se todo mundo tivesse que participar de alguma e decorar o que ela diz para acalmar as dúvidas que vão aparecendo. Como você se ama? Como é amar o próximo como a ti mesmo? Como funciona o livre arbítrio com bilhões de pessoas vivendo juntas?
Hoje eu poderia ser qualquer coisa, só não seria uma prostituta ou um traficante por princípios morais muito arraigados. Realmente não sei o que fazer, ou o que quero fazer. Sinto fome, sono e vontade de ir ao banheiro. Que estado que me encontro! Sinto-me presa e sem respostas, nem sei se queria ser livre e esclarecida, mas sinto uma angustia muito forte por não ter para o que perguntar. Não quero ouvir de humanos, não acredito que tenham a resposta, eles não estavam aqui quando o mundo foi criado, nem quando o primeiro de sua espécie nasceu, muito menos viram quem os fez. Eles pensam, imaginam, viajam igual a mim. Ir à igreja, ao shopping, ao supermercado, ao buteco, na cachoeira: estou sempre dentro de mim, em mim, comigo. Eu sou algo essencial à mim, sem mim, eu não existo. Enxergo o outro dentro de mim. É aí que vem o amar o próximo como a ti mesmo?