sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Eu sou ... Muito prazer!

Eu sou Natália ... Sou e acabou!
Nunca pensei que dizer isso fosse tão libertador, mas é, acreditem. Talvez eu já tenha dito isso umas milhões de vezes ao apresentar-me para alguém e essas palavras tenham saído quase que automaticamente. E aí chega um dia em que essas mesmas palavras, pronunciadas dentro de outro contexto, tornam-se especiais, transformadoras. É assim que me senti ao fazer uma dinâmica em uma aula de biodanza onde repetia três vezes 'Eu sou Natália' dentro de uma roda: olhava para todos que me cercavam e dizia quem eu era, mesmo que não soubesse bem o que era ser Natália, eu precisava dizer para aquelas pessoas que EU sou Natália e ouvir que elas eram a Maria, a Francisca. Não pedíamos que nos aceitássemos, apenas entravamos na roda e nos colocávamos ali sem esperar aprovação. Estou aqui, esta sou eu, prazer! Não sou você ao mesmo tempo que você não sou eu. Sejamos felizes assim. Por quanto tempo esse sistema vai continuar violando nossas subjetividades?  Por quanto tempo reproduziremos essa formação que só humilha, machuca e deprecia nossa identidade? Por quanto tempo ouviremos que falamos errado, que nos expressamos mal e que não sabemos pensar? Que possamos aprender mais com nossas crianças, deixá-las serem. Pais, sejam exemplo, saibam amar seus filhos respeitando-os, aceitando-os, deixando-os ser, mostrarem-se do jeito que são.

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