terça-feira, 14 de março de 2017

Reflexões que tive durante a oficina A avó ancestral desenvolvida no curso de Pedagogia Griô e facilitada maravilhosamente por Luciana Meireles Cardoso, proporcionando-me muita cura, compreensão e fortalecimento.


Não estou sozinha e meu caminho começou há muitas léguas passadas. Minha avó e eu, duas mulheres e vidas tão diferentes, tempos tão diferentes. Por muito tempo julguei uma criação, uma forma de ser, um alguém que me deu vida, que se fez vida do jeito que deu (como pode), pois para dar conta das durezas da vida se endureceu, foi criando um casulo ante as dores do mundo. E eu, percebo que ainda a sinto, entendo que ela sou eu em um outro tempo e espaço. Mas a que se ver que os tempos mudaram, e seus gritos fizeram-se valer e continuam a ecoar, nossas avós nos presentearam com sua força, com suas histórias de vida cheias de guerras e vitórias diárias. Todas nós deveríamos ter a chance de ouvir e contar as histórias de nossas avós, todas são grandes guerreiras, não importa se lutou numa guerra contra não sei quem ou casou-se e teve 15 filhos. São todos grandes acontecimentos repletos de desafios diários nesse grande feito que é viver. 




A bença às minhas avós. A bença à Lillian Pacheco que com sua sabedoria e dedicação nos propicia esses processos de conexão e compreensão da nossa história.